O caminho supremo está incompleto, e a energia espiritual se encontra exaurida. Um mestre supremo em ascensão, vagando pelo mundo, depara-se por acaso com um prodígio de talento inato, uma verdadeira
Dez Mil Grandes Montanhas, penhascos escarpados, árvores antigas que tocam o céu.
Um templo taoista erguia-se solitário no topo da montanha, entre as nuvens.
À sua frente, dois homens. Um velho e um jovem.
— Lin Feng, dez anos se passaram. Você já é invencível entre os mortais. Pode descer a montanha agora.
A voz do velho era cheia de cansaço.
— Se quer me bater, diga logo.
O olhar de Lin Feng, ao fitar o velho, era repleto de rancor.
O velho permaneceu em silêncio por um instante e disse:
— Na verdade, te bater era para o seu bem.
— He...
Lin Feng soltou uma risada fria, sem responder.
— Lin Feng, você me odeia muito, não é?
O velho perguntou de repente.
— Antes, odiava muito.
— E agora?
— Agora não faz diferença. Dez anos se passaram, falar disso não significa nada.
— Sim, não significa nada! Quantos dez anos temos na vida...
— O tempo é como uma lâmina, corta os prodígios.
— Por mais forte que eu seja, ainda não consegui atravessar para aquela margem inalcançável.
O velho suspirou.
Com dificuldade, ergueu a cabeça e fitou o céu distante.
O sol se punha, o crepúsculo dourava o horizonte.
O vermelho do entardecer misturava-se às nuvens, a luz derramando-se sobre as vastas florestas, refletindo uma beleza indescritível.
— O pôr do sol é magnífico, mas está próximo do fim.
O velho murmurou e continuou:
— Lin Feng, pode me chamar de mestre uma vez?
Lin Feng abaixou a cabeça, com o mesmo sorriso frio nos lábios.
O