O calouro Zhang Yuan, da Universidade de Tongcheng, sempre foi fraco e doente desde criança. Para prolongar a vida, enveredou pelo caminho do cultivo imortal e, desde então, ficou completamente viciad
Na cidade de Tong, na vila de Sha, havia um povoado comum.
Ao amanhecer, a luz dourada do sol banhava a aldeia e a terra; ao longe, montanhas verdes se estendiam sem fim, e um rio límpido serpenteava em torno delas, recortando a paisagem entre árvores antigas e casario simples.
Quando a névoa se desfez sob o calor do sol, revelou-se, no meio da aldeia, uma casa discreta e sem destaque.
Lá dentro, Zhang Yuan estava sentado à mesa da sala com os pais, tomando o desjejum. A mesa não era grande, apenas uma mesa octogonal de estilo antigo.
A comida era simples: um prato de acelga refogada, outro de barriga de porco com brotos de bambu, e uma tigela de conserva de rabanete seco feita pela mãe de Zhang Yuan.
Os pais comiam apressados o mingau de batata-doce ainda fumegante, para não se atrasarem para o trabalho na fábrica da cidade.
Zhang Yuan remexia com os hashis o mingau na tigela, sem qualquer apetite.
Naqueles dias, ele voltara a pegar um resfriado, e o pouco gosto que já tinha para comer desaparecera quase por completo.
— Yuan, come mais um pouco. Daqui a meio mês você já vai entrar na universidade. Precisa recuperar o corpo o quanto antes — disse sua mãe, Wang Ru, com carinho, trazendo no rosto um traço de alívio e orgulho.
Zhang Yuan era um dos poucos rapazes da aldeia que tinham sido aprovados naquele ano no vestibular, e ainda por cima havia passado na melhor universidade da cidade de Tong, uma instituição de elite do Projeto 985: a Universidade de Tong.
Por isso, seus pais se enchiam de orgulho.
Enfim