Ying Sisi sempre achou que era órfã, até que seu pai apareceu de repente e ainda lhe arranjou um noivado. O homem era bonito, de boa família e generoso com ela, então ela ficou muito satisfeita. Ela
No inverno de 1977, o trem que trazia de volta à cidade os jovens enviados ao campo chegou, cortando o ar de Yanjing com um assobio agudo.
Ying Sisi aguardava na saída da estação, o coração apertado, olhando nervosa para o rapaz jovem não muito distante.
Ele estava ali, solitário, sob o vento gelado, envolto numa veste fina demais; o rosto severo parecia orgulhoso, altivo e distante.
Era o seu noivo, Qin Yanci.
Comparado ao aspecto ainda imaturo e cheio de vigor que via na fotografia, ele agora parecia maduro, estável, e impossível de ignorar.
Será que, quando a madrasta o visse, iria se arrepender de não ter deixado a meia-irmã se casar com ele?
Vendo que ele estava prestes a ir embora, Ying Sisi afastou os pensamentos confusos e o chamou com doçura, numa voz suave e delicada: “Yanci... Qin Yanci?”
“Quem é você?”
Qin Yanci a observou de cima a baixo.
Tinha no máximo vinte anos, pele muito clara, rosto em forma de ovo de ganso e olhos grandes.
O casaco acolchoado florido, sem qualquer elegância, não conseguia esconder a delicadeza encantadora daquela moça.
A voz era leve e macia, tão macia que fazia arrepiar quem ouvia.
Ying Sisi o encarou e, reunindo coragem, disse: “Eu sou sua noiva, Sisi. Os tios e as tias não lhe escreveram para contar sobre o nosso noivado?”
Qin Yanci respondeu com frieza: “Agora sei. Sendo minha noiva, volte comigo para aquecer a cama.”
Ying Sisi corou: “...”
Não era um libertino?
Quis dar meia-volta e ir embora, mas temia não conseguir prestar contas ao