Atravessei para o mundo de Siheyuan, cheio de sentimentos. Depois de ser denunciado por Yi Zhonghai, consegui o Sistema do Bom Moço. Só que esse “bom moço”, claramente, tinha alguns problemas. Ajudar
Julho de 1965.
Em Pequim, no pátio tradicional número 95 da viela Nanluoguxiang, no quintal dos fundos.
— Onde é que eu estou?
Zhao Zhiguo, ainda atordoado, levou a mão à cabeça e olhou para o quarto vazio, completamente confuso.
Aquilo não era a casa dele! Não devia estar em casa, descansando?
Enquanto ainda tentava entender o que acontecia, uma enxurrada de lembranças irrompeu de súbito em sua mente.
Zhao Zhiguo desmaiou sem rodeios; mesmo assim, a expressão feroz em seu rosto bastava para mostrar o tamanho do sofrimento que sentia naquele instante.
Ninguém sabe quanto tempo se passou até que ele voltasse a despertar.
E foi então que compreendeu a situação em que se encontrava.
Ele havia atravessado para outro mundo e ocupado o corpo de um homem com o mesmo nome e o mesmo sobrenome.
Algo que só existia em romances, séries e filmes acontecera de verdade com ele.
Na véspera, ele simplesmente fora para a cama, deitado como sempre, para dormir.
Quem diria que, ao despertar, já estaria em um lugar estranho, e ao mesmo tempo familiar.
O mundo em que agora se encontrava era o daquele famoso pátio tradicional onde havia mais feras do que gente.
E o mais importante: o corpo original pertencia justamente a um dos moradores desse lugar.
Claro, no pátio, o corpo original não chegava a ser uma fera; só que também não era nenhum homem de bem.
Era um “glorioso” vagabundo de rua, ou, em outras palavras, um desempregado sem rumo.
A mãe do corpo original morrera de hemorragia há dezesse