Mitologia grega: a vida da Terra

Mitologia grega: a vida da Terra

Autor: rugido de nível de Grão-Mestre
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(Ainda não decidi se será uma pessoa ou duas; o par pode ser homem ou mulher) No mundo primordial de Caos, o amor original roçou a bainha da terra e deu à luz três filhos: o céu, o mar profundo e os

Capítulo 1: Nascimento

Um mundo caótico, o mundo do Caos, um novo mundo que acabara de se libertar da desordem e concluíra a estrutura geral das suas regras.

A senhora do caos, a divindade antiga e primordial, a criadora deste mundo, era aquela em cujo nome o mundo fora batizado.

Ninguém sabia de onde viera essa deusa remota, mas ela deixara no mundo uma mitologia vasta o bastante para perdurar por eras.

A primeira filha que essa divindade gerara, a mais velha entre os deuses primordiais, alicerce do mundo, a deusa Gaia, símbolo da terra.

Ela deveria ter sido uma deusa de posição ímpar, reverenciada por todos.

E, no entanto, naquele instante, a grande divindade primordial perdera o esplendor de sua glória; o poder que representava a terra precisava de estabilidade, e o mundo não podia ser usado levianamente. Assim, a grande divindade só podia assistir ao marido, Urano, soberano dos céus, levar embora o filho mais novo que ela escondera e protegira em segredo, Cronos, símbolo da destruição do tempo e do espaço.

Talvez o orgulho de uma divindade primordial e de uma rainha divina original não permitisse a Gaia chorar em voz alta, mas, como mãe, o amor instintivo pelos filhos enchia-lhe o coração de dor.

Pouco a pouco, essa dor converteu-se numa lágrima no canto dos olhos de Gaia, que caiu aos pés da deusa.

Essa única lágrima de sofrimento caiu sobre o chão e se expandiu com rapidez, transformando-se num imenso lago em instantes; a dor da deusa da terra converteu-se num lago salgado dentro da própria terra.

Depois de a lágrima cair, talvez a de

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