Após cada sétimo dia de sono profundo, Chen Yun percebia mudanças constantes em si mesmo, transformações impossíveis de serem explicadas pela ciência. Seu corpo evoluía de forma contínua, adquirindo h
Ao som do clique da chave girando, Chen Yun arrastou seu corpo exausto de volta para o apartamento alugado que tinha em Cidade Shu. Era o décimo oitavo dia do primeiro mês lunar. Embora, por ser freelancer, pudesse se demorar um pouco mais na casa dos pais, já estava na hora de retomar a rotina de trabalho.
Depois de se divertir à beça em sua cidade natal, na província de Jiangnan, ele pegou o voo das quatro e meia da tarde de volta. Somando o tempo de metrô após o pouso, ao chegar em casa já eram dez da noite. Passou a mão na barriga redonda, resultado das comilanças durante o Ano Novo, e olhou para o quarto, que, sem uso por um mês, exalava um leve cheiro de mofo. Resignado, largou as malas e tirou os óculos.
Agora que não estava mais em casa, não podia contar com a mãe, sempre tão prestativa, para cuidar da limpeza. Fora do lar, tudo dependia dele. Ainda que estivesse cansado de viajar o dia inteiro, precisava tratar dos lençóis e cobertores que não viam uso há um mês. Após tirá-los da cama e jogá-los na máquina de lavar, já haviam se passado mais de dez minutos e Chen Yun, já exausto, sentiu o cansaço se abater de vez.
Antes mesmo de estender os lençóis limpos, um sono irresistível, como nunca sentira antes, tomou conta de seu corpo. As pálpebras tornaram-se pesadas e cada parte do corpo parecia sem forças. Num instante, o mundo se fez escuro diante de seus olhos e ele tombou, reto, sobre a cama.
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Quando a luz do sol, não muito intensa, pousou sobre seu rosto, suas pálpebras cerradas se mexeram instintivamente. Logo em seguid