Após três anos de casamento, Lú Ying pediu o divórcio. O homem, com olhos alongados e expressivos, sentava-se de qualquer jeito, desinteressado: — Só porque fui ao hospital com ela, mas não fui com
Ali, havia um porão.
O ar era abafado, úmido, com um odor estranho de batatas podres fermentando.
O telefone estava no viva-voz, e do outro lado, a voz de um homem soava despreocupada: “Faça ela falar comigo.”
O velho aparelho foi colocado junto ao ouvido dela.
Lu Ying afundava os pés em uma pilha de batatas moles e apodrecidas, e, reprimindo o tremor na voz, forçou-se a dizer: “Jin Beizhou, estou em apuros.”
Por um instante, o homem ao telefone ficou em silêncio, depois riu de repente: “Já se divertiu, Lu Ying? Sabe que dia é hoje?”
“Eu não estava brincando,” Lu Ying respondeu, exausta. “Eu posso morrer, você sabia?”
O celular foi arrancado de sua mão e, à medida que a distância aumentava, a voz soava cada vez mais distante, penetrando em seus ouvidos: “Lu Ying não era aquela que nada derruba, a barata indestrutível? Se morrer de verdade, eu faço questão de ir junto.”
O porão mergulhou instantaneamente na escuridão.
A única saída foi coberta por uma cortina, que foi presa com o rumor surdo de pedras sendo empilhadas.
Alguém queria vê-la morta.
Ninguém esperava que sobrevivesse.
Nem mesmo seu marido, companheiro de infância por vinte e dois anos e esposo por três.
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Vigis era uma famosa vila de esqui. Quando Lu Ying retornou à pousada onde estava hospedada, a dona se assustou ao vê-la.
“O que aconteceu?” indagou a proprietária, preocupada. “Está toda desgrenhada.”
Lu Ying não quis responder e esboçou um sorriso forçado.
A dona a examinou atentamente: “E o seu brinco? E o