Com múltiplas protagonistas, oscilando entre o bem e o mal, Fang Ling nasceu com o Corpo Sagrado do Caos e, desde então, foi alvo da cobiça de inúmeras forças. Seu coração, olho direito e ossos precio
Em abril, quando todas as flores já se foram no mundo dos homens, as flores de pessegueiro apenas começam a desabrochar no mosteiro da Montanha Fria. O mosteiro, erguido no alto da montanha, permite que, nesta época, ainda se contemplem as flores exuberantes no cume.
Diante dos portões do templo, uma mulher de azul colheu um ramo de flores e o colocou no pequeno embrulho que carregava nos braços. O bebê envolto no pano pareceu animar-se um pouco pela companhia das flores de pessegueiro; sua pálpebra esquerda tremeu, como se quisesse se abrir.
A mulher de azul, ao ver isso, entristeceu-se em silêncio e murmurou: “Na próxima vida, não venha ao mundo dos homens…”
“Ouvi dizer dos camponeses da redondeza que neste mosteiro há vários monges iluminados.” Ela suspirou. “Que eles… te conduzam à luz!”
Sem bater à porta, depositou suavemente o pacote diante do templo. Uma brisa leve passou e, de repente, ela desapareceu sem deixar vestígios, como se jamais tivesse estado ali.
Passado algum tempo, um monge forte, de aparência marcial, saiu do mosteiro. Pegou o bebê do chão e voltou para dentro do templo.
“Ei! Venham ver, tem uma criança aqui!” gritou o monge robusto ao entrar no pátio.
Não muito longe, um jovem de ar irreverente riu com desdém: “Eu detesto crianças, Zé Bruto. Por que não o devora logo?”
O monge chamado Zé Bruto passou a mão em sua cabeça lustrosa e comentou com voz rouca: “Mas nunca comi criança… Crianças crescem e, adultas, são mais saborosas.”
“Gordo, por que não o dá de comer aos seus bichinhos?” O jovem irrev