O Fim dos Dez Dias

O Fim dos Dez Dias

Autor: Membro da equipe de extermínio de insetos
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(Não é uma história de harém, nem segue clichês, não há protagonistas invencíveis, sistemas ou tramas previsíveis; tampouco é uma narrativa de ação desenfreada. Se isso incomoda, prossiga com cautela.

Capítulo 1: A Casa Vazia

Uma velha lâmpada de filamento de tungstênio pendia do centro do teto, sustentada por fios negros, projetando uma luz tênue e vacilante. A atmosfera silenciosa espalhava-se pelo cômodo como tinta preta diluindo-se em água clara, permeando cada canto do ambiente.

No centro do aposento havia uma grande mesa redonda, já marcada pelo tempo e pelo desgaste. Sobre ela, erguia-se um pequeno relógio de mesa adornado por arabescos intricados, marcando o tempo com seu tique-taque constante. Ao redor da mesa estavam sentadas dez pessoas, cada uma trajando roupas diferentes; os tecidos pareciam gastos, e seus rostos estavam manchados de poeira.

Alguns repousavam a cabeça sobre a mesa, outros recostavam-se nas cadeiras, todos imersos em um sono profundo. Por entre eles, de pé, encontrava-se um homem vestido com um terno preto e ostentando uma máscara de cabeça de bode. Seu olhar, perscrutando por detrás do adorno grotesco, observava os presentes com interesse.

O relógio sobre a mesa soou enquanto o ponteiro das horas e o dos minutos se encontravam sobre o número doze. Ao longe, do lado de fora do aposento, ressoou o som grave de um sino. No mesmo instante, os dez homens e mulheres sentados ao redor da mesa começaram a despertar lentamente. Quando a lucidez retornou, olharam ao redor, desorientados, e depois se entreolharam, tomados pela dúvida. Ninguém parecia lembrar como havia ido parar ali.

— Bom dia, nobres nove — disse primeiro o homem da cabeça de bode. — É um prazer encontrá-los aqui. Vocês dormiram diante de mim por doze horas.

A aparência do est

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